Vivemos em um tempo acelerado, onde a ansiedade parece ter se tornado companheira diária de muitos. A falta de calma gera impaciência e, em alguns casos, até agressividade, transformando as relações humanas em campos de tensão.
As preocupações financeiras, cada vez mais presentes, somadas à instabilidade política e às pressões sociais, alimentam sentimentos de insegurança. As redes sociais, por sua vez, acabam sendo tanto refúgio quanto gatilho: nelas, a comparação constante, as opiniões polarizadas e o excesso de informações aumentam ainda mais a sobrecarga mental.
Outro ponto preocupante é o uso excessivo de medicações antidepressivas e ansiolíticas. Muitas vezes prescritas sem um acompanhamento profundo, essas drogas trazem inúmeros efeitos colaterais, podendo gerar dependência e mascarar os sintomas, sem necessariamente tratar as causas emocionais e sociais que estão na raiz do problema.
Esse conjunto de fatores cria uma atmosfera em que o ser humano se vê constantemente pressionado, como se precisasse estar em alerta o tempo todo. O resultado é uma sociedade mais reativa, menos tolerante e cada vez mais distante da serenidade essencial para a saúde emocional.
Resgatar o equilíbrio interior, buscar momentos de silêncio, cultivar relações verdadeiras e cuidar da mente são passos urgentes para não sermos consumidos por esse ritmo que rouba nossa paz.
Terapeuta Ademar Claas